Morte de sargento da Polícia Militar por febre maculosa é confirmada

Estado ainda investiga a morte de um segundo policial, também com suspeita de febre maculosa. Os dois policiais participavam do VII Curso de Operações de Polícia de Choque (COPC)

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio e a Polícia Militar confirmaram a morte de um policial por febre amarela. Os órgãos não divulgaram o nome do policial que teve o laudo positivo para febre maculosa. Nos últimos dias, dois policiais do Batalhão de Choque morreram com suspeita da doença.

O sargento Carlos Eduardo da Silva morreu na quinta-feira (21) e o cabo Mario César Coutinho do Amaral, no domingo (24). Os dois policiais participavam do VII Curso de Operações de Polícia de Choque (COPC). Exames do outro policial que morreu com a suspeita da doença ainda estão sendo analisados.

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“A Secretaria de Estado de Saúde, por meio da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, informa que foi notificada quanto ao caso suspeito de febre maculosa ocorrido entre militares participantes de Curso de Operações da Polícia Militar. O caso resultou em óbito, com confirmação laboratorial de febre maculosa. Aguarda-se resultado laboratorial do segundo óbito”, diz a pasta.

A Polícia Militar informou que o curso está interrompido para avaliação de toda equipe de instrução e alunos, e que todos que estavam participando do curso estão sendo acompanhados, sob avaliação e passando por testes no Ambulatório de Febre da Fiocruz. Até o momento, nenhum outro policial teve contaminação pela doença confirmada.

Febre maculosa
A doença pode ser transmitida por pelo menos quatro espécies de carrapatos, encontradas no Brasil. “Todas do mesmo gênero: Amblyomma. Aqui na nossa região eles são conhecidos como carrapato estrela ou micuim (forma do mesmo carrapato só que na fase juvenil). A espécie mais comum no Norte/Noroeste Fluminense, seria Ambylomma sculptum” – explica o biólogo da Secretaria de Saúde de São Fidélis, Marcell Viana Borges, que também é professor de doenças infecto parasitárias na Faculdade Metropolitana São Carlos, em Bom Jesus do Itabapoana. Segundo ele, na região também se fala muito do carrapato mamona, que é a mesma espécie, só que é a fêmea.

O biólogo explica ainda que o principal hospedeiro da febre maculosa (bactéria do gênero Rickettsia) é a capivara, mas uma vez contaminado com a bactéria, o carrapato pode transmitir para outros animais e humanos, que também podem ser considerados hospedeiros. Os principais sintomas da febre maculosa são febre alta, dores de cabeça intensas, dor muscular e articular, dor abdominal, diarreia e exantema. Eles costumam aparecer entre dois e 14 dias após a picada do carrapato infectado.

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