Monitor de Secas indica presença do fenômeno em 100% do Estado do Rio de Janeiro

Entre agosto e setembro, Rio de Janeiro passou de 99,35% para 100% de seu território com seca. Severidade do fenômeno segue estável com 28,6% do território com seca moderada
Fotos: SF Notícias

A última atualização do Monitor de Secas aponta que, no Rio de Janeiro, embora tenham ocorrido chuvas acima da média na faixa litorânea, os indicadores não refletiram melhora suficiente para amenizar a situação de seca observada no estado. Os impactos permanecem de curto prazo. Entre agosto e setembro, houve um leve aumento das áreas com seca, atingindo 100% do estado – primeira vez que isso acontece desde a entrada do Rio no Mapa do Monitor em maio deste ano. Em termos de severidade, o território fluminense registra uma estabilidade com cerca de 28% de seca moderada e o restante das áreas com seca fraca. O Mapa do Monitor de Secas de setembro indica o aumento das áreas com seca em 14 das 19 unidades da Federação acompanhadas: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. A redução de áreas com o fenômeno aconteceu somente no Rio Grande do Sul. Três estados que passam por forte seca permaneceram com 100% de seus territórios com o fenômeno em setembro: Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. A Bahia se manteve no patamar de 68% de sua área com seca.

Em termos de severidade do fenômeno, o Distrito Federal e 11 estados tiveram o agravamento da seca entre agosto e setembro: Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Tocantins. Em outros seis estados, o grau de severidade da seca se manteve: Ceará, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Nesse quesito, o Rio Grande do Sul foi o único estado do Mapa do Monitor a ter melhora na severidade do fenômeno. A situação de seca mais severa registrada em setembro – seca extrema – aconteceu em Mato Grosso do Sul (24,08% de seu território), Paraná (8,6%) e Minas Gerais (2,92%). Já o estado que registrou as melhores condições foi o Rio Grande o Norte, que teve a menor área com seca (33,54%) e somente na intensidade fraca.

Setembro é climatologicamente seco em grande parte do Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Tocantins. As chuvas são inferiores a 30mm na maior parte dos estados nordestinos, norte de Minas Gerais, nordeste de Goiás, leste de Tocantins, Distrito Federal e centro-norte de Mato Grosso do Sul. Já no Sul e em alguns pontos do litoral de Pernambuco, Alagoas e Bahia; os volumes médios mensais de chuvas oscilam entre 120mm e 250mm. Os maiores volumes de precipitação registrados em setembro de 2020, com valores acima de 150 mm, ocorreram em parte do Rio Grande do Sul, no sul e planalto catarinense, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e em alguns pontos no leste da Bahia. Por outro lado, houve ausência de precipitação ou acumulados inferiores a 30 mm em grande parte dos estados onde setembro é considerado um dos meses mais secos do ano. As maiores anomalias de chuvas abaixo da média aconteceram em grande parte do Paraná e de Santa Catarina, além do noroeste e norte do Rio Grande do Sul. Em contrapartida, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o extremo sul catarinense e boa parte do Rio Grande do Sul (leste e região central) tiveram os maiores registros de precipitações acima da média. Nas demais áreas, as chuvas ficaram próximas da média de setembro.

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