Ministério Público e Polícia Civil prendem acusado de aplicar golpe em beneficiários do INSS em Itaocara

Ministério Público e Polícia Civil deflagraram uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão. Duas pessoas foram denunciadas e a operação busca identificar outros envolvidos no esquema criminoso

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Itaocara, e em parceria com a Polícia Civil do Estado (PCERJ) e a 135ª Delegacia de Polícia de Itaocara, deflagrou uma operação na manhã desta quarta-feira (06/07) para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão. Durante a operação as equipes prenderam um homem que é acusado de aplicar golpe em beneficiários do INSS de Itaocara. Segundo o Ministério Público, o homem e uma mulher foram denunciados por estelionato. A operação, que também conta com o auxílio de agentes do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP/MPRJ), ainda busca identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

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Ainda de acordo com o Ministério Público, a investigação revelou que o homem realizava captação de beneficiários do INSS, informando que eles teriam dinheiro a receber. Em algumas oportunidades, ele informava que teria havido uma lei estabelecendo um “fundo do INSS” com valores para beneficiários da autarquia previdenciária. Em outras, falava que seriam recursos do FGTS e que teria como melhorar a “renda” dos benefícios, além de outras informações falsas.

Ainda segundo a denúncia, diante da vulnerabilidade das vítimas, os acusados acabavam cedendo e, após serem levadas ao escritório do preso, onde também atuava a mulher denunciada, além de outras pessoas ainda não identificadas, as vítimas eram convencidas a fornecer a senha e o cartão das respectivas contas aos criminosos. “Desta forma, os acusados se aproveitam da situação para fazer empréstimos consignados nos benefícios das vítimas e sacar os valores que entravam na conta”, informou o Ministério Público.

O MP informou ainda que, após constatarem o golpe, algumas vítimas foram parcialmente ressarcidas, o que, segundo as investigações, denota verdadeira pirâmide financeira, uma vez que o acusado utilizava os empréstimos para dar falsa sensação de que os valores seriam todos devolvidos às vítimas, de forma a garantir uma grande clientela e, em algum momento, tornar-se inadimplente, permanecendo o grupo com todos os valores obtidos de forma fraudulenta.

O MPRJ  informou ainda que recebeu diversas representações de vítimas lesadas pelo acusado. A Promotoria de Justiça recebe representações via Ouvidoria/MPRJ, por meio de formulário eletrônico, Call Center ligando para 127 (ligação gratuita dentro do Estado do Rio de Janeiro) e 21-3883-4600 (demais localidades), e por  Whatsapp, no número 21-99366-3100.

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