Luto na educação: em um ano, São Fidélis perdeu quatro professoras queridas para a Covid-19

Na noite de sábado (15) o município perdeu a professora e diretora do Colégio Particular de União e Construção (CPUC)
Fotos: Reprodução/ redes sociais

O município de São Fidélis, no Norte Fluminense, está novamente de luto pela perda de uma grande profissional da educação em decorrência da Covid-19. Na noite de sábado (15/05) morreu a professora e diretora do Colégio Particular de União e Construção (CPUC) Lenilce Leita Villaça Azevedo, aos 57 anos. Moradora da Vila dos Coroados, Lenilce estava internada desde o dia 02 de maio no Centro de Combate ao Coronavírus, instalado nas dependências do Hospital Armando Vidal. “E como não admirar alguém que dedicou sua vida a educação. Acreditava em seus sonhos mesmo quando o mundo dizia não. LENILCE é um desses casos de que a gente olha e percebe a vontade de transformar o mundo em um lugar bem melhor. A EDUCAÇÃO Fidelense perde um grande nome e uma amiga querida. Nossos sentimentos a todos colegas” – publicou a Secretaria Municipal de Educação de São Fidélis.

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A morte de Lenilce ocorreu cerca de um ano após a perda de outra grande profissional, a querida e inesquecível professora Sônia Regina Sóta Quintan, que faleceu no dia 14 de maio de 2020. Sônia também estava internada no Centro de Combate ao Coronavírus. Ela deixou um legado de dezenas de trabalhos desenvolvidos juntos aos alunos, que emocionavam e encantavam pela criatividade. Ela lecionava Língua Portuguesa e Literatura, e Arte Visuais. A professora foi uma das fundadoras da Associação Cultural Fidelense, fazia parte da Academia Fidelense de Letras (AFL) e formou o grupo de teatro Máscara e o bloco Bal Masqué, que passou a animar o carnaval de São Fidélis. Sônia produziu inúmeras peças teatrais – entre elas a Fantástica Fábrica de Natal – e exposições de arte e fotográficas, saraus e encontro poéticos, introduzindo arte e cultura na vida de muitos fidelenses.

Em 2020 os fidelenses também choraram a perda da professora Mirella da Silva Pinho, de 37 anos, diagnosticada com o novo coronavírus. Moradora do Centro, ela estava internada em estado grave no Centro de Combate ao Coronavírus, no Hospital Armando Vidal, desde o dia 11 de agosto, e de acordo com a Prefeitura, passou a maior parte da internação entubada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela faleceu no dia 1º de setembro de 2020. Mirella foi a 35ª vítima fatal da doença no município, sendo uma das mais jovens e a 2ª professora fidelense diagnosticada com a doença a falecer. Já neste ano, no dia 20 de abril, a educação fidelense perdeu outra grande profissional para a Covid-19, a professora Elisangela da Silva Cordeiro, de 47 anos. Elisangela atuava no CESF e também na Escola Municipal Mestra Maria Firmina. Ela também já foi superintendente da Secretaria de Educação.

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