Impeachment: Witzel entrega alegações finais de defesa

Advogados pediram absolvição em todas as acusações de crime de responsabilidade e argumentaram que não há provas que estabelecem crimes na escolha da contratação da Iabas para a construção de hospitais de campanha durante a pandemia e na revogação da desqualificação da Unir Saúde

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, entregou nesta terça-feira (27) as alegações finais de sua defesa para o Tribunal Especial de Impeachment. É a última etapa do processo antes do julgamento final, marcado para sexta-feira (30). Afastado do cargo desde agosto do ano passado, Witzel foi denunciado pelo Ministério Público Federal por participação em um esquema de desvios na saúde do estado, que seriam aplicados no combate à pandemia da Covid-19.

Tem Instagram ❓❓ Siga o SF Notícias no Insta > @sfnoticias

Segundo o G1, os advogados de Witzel pediram sua absolvição em todas as acusações de crime de responsabilidade e argumentaram que não há provas que estabelecem crimes do governador afastado na escolha da contratação da OS Iabas para a construção de hospitais de campanha durante a pandemia e na revogação da desqualificação da OS Unir Saúde.

Na sexta-feira, depois que o presidente do Tribunal Especial Misto abrir a sessão, a acusação terá 30 minutos para se pronunciar e, em seguida, a defesa, o mesmo tempo. Após essa etapa, Waldeck Carneiro, relator do processo de impeachment, lerá o relatório e dará o voto. Depois disso, cada integrante do tribunal misto apresenta seu voto, a começar pelo desembargador mais antigo, e em revezamento entre desembargadores e parlamentares. Se receber sete votos no julgamento, Witzel será afastado definitivamente do cargo de governador do Rio de Janeiro.

O Tribunal Especial Misto é composto pelos desembargadores Teresa Castro Neves, Maria da Glória Bandeira de Mello, Inês da Trindade, José Carlos Maldonado e Fernando Foch e pelos deputados estaduais Waldeck Carneiro (PT), Alexandre Freitas (Novo), Chico Machado (PSD), Dani Monteiro (PSOL) e Carlos Macedo (REP).

VEJA MAIS

VEJA MAIS