Imagens mostram como ficou Porciúncula após pior cheia da história; quase 9 mil pessoas foram afetadas

Nível do Rio Carangola atingiu quase 9 metros e inundou mais de 90% da cidade

Imagens: Prefeitura de Porciúncula

Chegou o momento da união e reconstrução. O rio já baixou e as ruas já não estão mais inundadas, mas ficaram repletas de lama, lixo e muito trabalho para ser feito. Enquanto uns já estão limpando as ruas, muitos moradores ainda contabilizam os prejuízos e tentam salvar algum pertence que ficou debaixo da água. O município de Porciúncula, no Noroeste Fluminense, enfrentou nesse final de semana a pior cheia de sua história.

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Mais de 90% do perímetro urbano foi tomado pelas águas do Rio Carangola, que atingiu 8,40 metros. A cheia desse ano superou a do ano passado, que segundo a Defesa Civil, até o momento, era considerada a pior da história. Naquele ano o rio chegou a 8.22 m e atingiu um pouco mais de 86% da cidade. As imagens compartilhadas nas redes sociais mostram como ficou a cidade. Em alguns pontos a água chegou ao telhado de residências. Equipes da prefeitura já começaram o trabalho de limpeza.

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A cheia em Porciúncula foi provocada pelas fortes chuvas em cidades da zona da mata de Minas Gerais, onde cidades foram devastadas por temporais e enxurradas que provocaram inundações e mortes. A cidade mais castigada foi Orizânia, onde o rio nasce. De acordo com a prefeitura de Porciúncula, 135 pessoas ficaram desabrigadas e foram levadas para três pontos de apoio; duas escolas e uma igreja. Outras 3.100 pessoas ficaram desalojadas. A cheia do rio afetou de alguma forma cerca de 8.600 pessoas.

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A Secretaria de Estado de Defesa Civil, em parceria com a LBV, integrante da Rede Salvar de Voluntários, está enviando cerca de 1,2 mil litros de água, 200 cestas básicas e carros-pipa para as famílias afetadas pela elevação do nível do Rio Carangola. A Defesa Civil, por meio do Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ), segue monitorando as condições meteorológicas e os níveis pluviométricos do território fluminense, enviando alertas para as regiões, em caso de riscos hidrológicos e geológico.

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