IFF já produziu e doou 1.131 protetores faciais para Campos, Cambuci, Cordeiro e Pádua Foram atendidas 14 instituições de saúde. Búzios, Cabo Frio, Itaperuna e São João da Barra também receberam

Foram atendidas 14 instituições de saúde. Búzios, Cabo Frio, Itaperuna e São João da Barra também receberam

Fotos: divulgação

Uma marca para comemorar na batalha contra a Covid-19: o parque de impressão 3D, em funcionamento no Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Campos Centro, já produziu, em pouco mais de duas semanas, 1.131 protetores faciais – também conhecidos como face shields. O número refere-se ao período entre 27 de março, quando teve início o trabalho de impressão e montagem de máscaras para apoio no enfrentamento à pandemia, e 14 de abril. Todos os protetores são destinados à doação para estabelecimentos do setor de saúde e uso pelos profissionais que estão na linha de frente no combate ao novo Coronavírus. Os equipamentos de proteção individual (EPIs) foram doados a 14 entidades, instituições e órgãos no estado do Rio de Janeiro, tais como o Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (Prefeitura de Campos dos Goytacazes), Policlínica da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, 5.º Grupamento de Bombeiro Militar, Hospital Escola Álvaro Alvim, Associação Norte Fluminense dos Deficientes Físicos (Anfludef) e Unimed, todos em Campos, e Secretarias Municipais de Saúde no interior do estado. A arte abaixo mostra a lista completa dos locais que receberam as doações (continua após a arte).

Doações protetores faciais_tabela

O reitor do IFF, Jefferson Manhães de Azevedo, destaca que o resultado positivo se deve ao empenho e à dedicação de muitas pessoas envolvidas no combate à pandemia da Covid-19. “É com muita alegria que chegamos a essa marca dos mil protetores faciais em tão pouco tempo. E essa conquista é sinal de compromisso de vários servidores, estudantes, colaboradores, ex-alunos que, sensibilizados por essa pandemia, se colocaram à disposição. Mas isso só é possível pela doação e sensibilidade também da sociedade de ajudar neste enfrentamento, especialmente com equipamentos que podem proteger aqueles que estão cuidando dos que hoje estão contaminados pelo novo Coronavírus”. Jefferson atribui o sucesso do esforço de produção e doação de EPIs à rede de solidariedade e de compromisso com os profissionais da saúde que estão se colocando na linha de frente na luta contra a Covid-19. “Esse trabalho vai continuar para que possamos oferecer, na medida do possível, apoio e proteção a todos aqueles que precisam”, declara.

Atualmente, das 11 impressoras, 10 estão em funcionamento. “Como conseguimos as peças para manutenção, nesta quarta (15 de abril) ou mais tardar nos próximos dias iremos operar o parque de impressão pela primeira vez, nesse período dedicado à impressão de protetores faciais, com toda a capacidade de produção”, comemora o diretor de Internacionalização e Inovação do IFF, professor Henrique Monteiro da Hora. Ele enfatiza que graças às doações de matéria-prima, a produção das máscaras de proteção não para. “E com o intuito de acelerar a produtividade, estamos em contato com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) para que nos auxilie e, assim, possamos fazer também corte a laser de PET-g, usado na impressão dos arcos para suporte do acetato nas máscaras de proteção, o que vai otimizar muito o processo. Esse projeto está bastante avançado”, afirma Henrique. As máscaras de proteção são produzidas por servidores do IFF, com o apoio do Polo de Inovação do Instituto na organização, operacionalização e manutenção das impressoras, e da empresa Sprint 3D, uma spin-off das pesquisas de ex-alunos do Curso de Engenharia de Controle e Automação do Campus Campos Centro, que surgiu no Polo de Inovação e é incubada na TEC Campos. A Sprint 3D fez a modelagem das hastes para impressão mais rápida, em tempo recorde, do melhor projeto dos protetores de face e que atende às especificações, de acordo com orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Doações de matéria-prima para produção de protetores faciais ainda são necessárias
“É gratificante ver a solidariedade da nossa comunidade. Esse é o combustível que nos dá energia para continuar na luta contra o novo Coronavírus”, agradece Henrique. Ele conta que o item que mais faz falta é o acetato. “Por isso, toda doação é essencial e muito bem-vinda. Estamos em produção ainda graças às doações do Hospital Escola Álvaro Alvim, da Viação São João, da Unimed Campos. E a Gráfica Original, além de doar o material, nos emprestou sua plastificadora, que usamos para enrijecer o acetato”. Os agendamentos de doações de materiais para impressão de protetores e os pedidos de doação de EPIs para instituições de saúde que atuam no enfrentamento à Covid-19 devem ser feitos pelo e-mail: [email protected]. Saiba mais sobre as doações de matéria-prima AQUI.

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