Ícone da cardiologia, médico natural de São Fidélis morre aos 94 anos

Natural de Tabua, zona rural de São Fidélis, Salvador Borges Filho se tornou uma das principais referências da cardiologia no estado.

A medicina brasileira perdeu no último dia 16 um ícone da cardiologia. O médico Salvador Borges Filho morreu aos 94 anos, em Niterói. Natural de Tabua, zona rural de São Fidélis, ele se tornou uma das principais referências da cardiologia no estado, sendo considerado um dos pioneiros do cateterismo. Até os seus 85 anos, Salvador ainda visitava sua terra natal.

Filho do pastor Salvador Borges e de Adozina Ludolf Borges, o médico construiu uma trajetória marcada pela dedicação à medicina, ao ensino e à formação de profissionais da saúde. Foi professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF) e teve papel importante na consolidação da cardiologia na região.

Participou da implantação de serviços de hemodinâmica e angiocardiografia em hospitais de Niterói, além de contribuir para a formação de especialistas. Também foi fundador da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Acamerj) e presidiu a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj) entre 1990 e 1992.

Reconhecido também por sua generosidade, era lembrado em sua terra natal por atender pacientes de Tabua sem cobrar consulta. O velório será realizado no sábado (21), das 10h às 12h, na capela 3 do Cemitério Parque da Colina, em Niterói.

Diversas instituições, como a UFF, a Socerj e a Sociedade Brasileira de Cardiologia, manifestaram pesar pela morte do médico, destacando seu legado e a contribuição para a medicina.

“A Sociedade Brasileira de Cardiologia manifesta profundo pesar pelo falecimento do Dr. Salvador Borges. Médico dedicado, sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a medicina e pela contribuição à cardiologia, deixando um legado de conhecimento, ética e cuidado com seus pacientes. Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos e colegas, expressando nossas mais sinceras condolências” – diz uma das notas.

“Sua trajetória foi marcada por dedicação, liderança e relevantes contribuições à cardiologia, deixando um legado que seguirá inspirando gerações” – destacou a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro.

 

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