segunda-feira , 25 maio 2020

Gasolina sobe 12% nas refinarias a partir desta quinta-feira, informa Petrobras O repasse dos preços nas refinarias para os consumidores nos postos, depende, entretanto, de uma série de questões, como as margens da distribuição e revenda, incidência de impostos e mistura de biocombustíveis

O repasse dos preços nas refinarias para os consumidores nos postos, depende, entretanto, de uma série de questões, como as margens da distribuição e revenda, incidência de impostos e mistura de biocombustíveis

Foto: reprodução

O valor do litro da gasolina vai subir, em média, 12% nas refinarias a partir desta quinta-feira (7). O preço do óleo diesel permanecerá o mesmo. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (6) pela Petrobras. De acordo com a estatal, no acumulado do ano o preço da gasolina caiu cerca de 46,6%. Com este último aumento, o preço médio do litro da gasolina para as distribuidoras passou a ser de R$ 1,02, o que representa o menor preço praticado desde setembro de 2005. Já o preço médio do diesel para as distribuidoras é de R$ 1,30 por litro, valor desde o dia 27 de abril. Segundo a companhia, esse é o menor preço praticado desde o dia 15 de julho de 2012. No acumulado do ano, a redução do preço do diesel é de 44,1%. Segundo levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre os dias 26 de abril e 2 de maio, o preço médio da gasolina comum no país foi R$ 3,929. O do diesel S-500 foi R$ 3,203, o do etanol, R$ 2,667, e o gás de cozinha, R$ 69,79, para o botijão de 13 kg. Os preços são referentes ao valor vendido para as distribuidoras a partir das refinarias. O valor final ao motorista dependerá do mercado, já que cada posto tem sua própria política de preços, sobre os quais incidem impostos, custos operacionais e de mão de obra.

“Nossa política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”, explicou a estatal. A companhia ressalta que a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A: gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel sem adição de biodiesel. “Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis.” O repasse dos preços nas refinarias para os consumidores nos postos, depende, entretanto, de uma série de questões, como as margens da distribuição e revenda, incidência de impostos e mistura de biocombustíveis. De acordo com a Fecombustíveis, os valores praticados pela Petrobras são aproximadamente um terço do preço pago pelo consumidor nos postos, mas é preciso levar em conta também os custos dos biocombustíveis, impostos, fretes e as margens de lucro. Ainda segundo a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes, os preços dos combustíveis são livres em todos os segmentos e, a Federação não interfere no mercado. Cabe a cada posto revendedor decidir se repassa o aumento de preços nas refinarias ao consumidor final, “de acordo com suas estruturas de custo”.

Mais do SFn