Festival vai homenagear professoras Fátima Panisset e Sônia Sóta que deixaram legado na educação em São Fidélis

O "Energia para Ler" é um evento cultural e educativo, que visa promover e estimular a regionalização da produção cultural

São Fidélis, no Norte Fluminense, receberá na próxima semana o “ENERGIA PARA LER”, um evento cultural e educativo que traz em seu escopo o estabelecimento de uma itinerância que dialogue com as peculiaridades locais dos municípios fluminenses, a fim de promover e estimular a regionalização da produção cultural, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais por meio da literatura e das manifestações artísticas.

Em seu desenvolvimento, o projeto oportuniza a realização de um Festival Literário de Educação e Cultura voltado ao público de modo geral, com ênfase a alunos (jovens e crianças) e professores da rede pública de ensino. Duas grandes professoras, que deixaram legados na educação e cultura da “Cidade Poema” serão homenageadas: Fátima Panisset e Sônia Sóta.

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Nascida em Dois Rios, zona rural, Fátima Panisset se graduou em Pedagogia, se especializando posteriormente em Psicopedagogia, numa vida de intensa paixão pela educação dentro e fora dos muros da escola. Em sua carreira profissional, cativou amigos e fez nascer lindas flores por onde passou, com projetos inovadores e envolventes, principalmente na área da literatura e acessibilidades. Trabalhou nas redes municipais públicas de São Fidélis e Rio das Ostras, na rede particular de ensino fidelense e na rede estadual de educação. Fátima foi uma das fundadoras da Academia Fidelense de Letras, sendo sua primeira presidente, institucionalizando de maneira marcante o movimento de poetas e artistas da Cidade Poema. Seu trabalho também se destacou no cultivo das novas gerações de talentos, incentivando seus alunos nas viagens pelas letras e desenvolvendo a Academia Fidelense de Letras Mirim, nascedouro de artistas e profissionais que hoje em dia levam seu legado adiante. Ela faleceu em novembro de 2019.

A também professora Sônia Regina Sóta Quintãn trabalhou na antiga ORDEM e na Pestalozzi, além de escolas da zona urbana e do interior. Também atuou na rede privada de ensino e rede estadual. Dona de uma criatividade única e de uma vontade de fazer um trabalho bem feito, fazia do aprendizado uma viagem maravilhosa. Era mestra em criar histórias, imaginar, colocar no papel e transformar suas ideias em realidade. Foram inúmeros e grandiosos projetos elaborados por ela. Suas aulas ultrapassavam a sala de aula e até mesmo a escola. O Tradicional “Sarau Romântico” é um grande exemplo. Caracterizados com roupas de época, seus alunos transformavam a praça Guilherme Tito em uma praça do século XVIII e recitavam poesias e cantavam músicas de amor, encantando os fidelenses que por ali passavam. O Salão Nobre do Colégio Estadual de São Fidélis ganhou vida nova ao se deparar com ela e por 12 anos foi palco de Mostras de Arte e de projetos inesquecíveis, como “O Mágico de Oz”; “A Arca de Vinícius”; “O Grito dos Excluídos”; “O Incrível Diálogo”; “Lamento de uma Colombina” e a tradicional “A Fantástica Fábrica de Natal”. Sônia também foi idealizadora do bloco carnavalesco “Bal Masqué”. Sônia faleceu em 2020 vítima da Covid-19.

O evento é promovido e patrocinado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro através da sua Secretaria de Cultura e Economia Criativa e pela Empresa de Energia Elétrica ENEL, sob realização da Motivos Produções. A programação vai de 27 de outubro até o dia 31 e conta com stand expositor de livros, homenagem às patronas Fátima Panisset e Sônia Sóta, apresentações musicais e artísticas, contação de histórias, apresentação teatral, entre outras atrações. O evento coincide com a celebração dos 80 anos do Museu e Biblioteca Corina Peixoto de Araújo.

Fonte: Energia para Ler/ biografia Sônia Sóta escrita por sua filha Bárbara Sóta

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