Escritor fidelense representa Drag Queen de Miami na 28ª Parada LGBTI+ de Copacabana

Antônio Júnior Persí participou da 28ª Parada LGBTI+ de Copacabana, a segunda maior do Brasil, representando Olga Dantelly, a Drag Queen de Miami para quem o escritor está fazendo uma biografia.

No último domingo (19) ocorreu a 28ª Parada LGBTI+ de Copacabana. Olga Dantelly, Drag Queen nascida no Rio de Janeiro e residente em Miami há mais de 20 ano, não pôde comparecer. Mas nem por isso sua presença passou em branco, afinal, Marcelo Guimarães, artista que dá vida a Olga Dantelly, enviou o escritor fidelense Antônio Júnior Persí para marcar presença em seu lugar. Foi uma escolha muito coerente, pois Persí atualmente trabalha na biografia de Olga Dantelly, que será lançada no próximo ano.

A agenda de Antônio Júnior Persí na Parada de Copacabana consistiu em participar de uma coletiva de imprensa da organização da Parada, com a presença da cantora Lexa, os deputados Marcelo Freixo e Jandira Feghali, entre outros nomes da arte, política e ativismo. A coletiva de imprensa ocorreu no Hotel Fairmont, em Copacabana, com a mediação de Claudio Nascimento (foto abaixo, à esquerda de Persí) do Grupo Arco-íris, organização responsável pela Parada LGBTI+ de Copacabana.

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“Eu fui recebido na coletiva de imprensa pela drag queen Danny D’Avalon, artista da cena drag do Rio desde a década de 90, quando Olga Dantelly ainda morava no Brasil. As duas artistas se conhecem há décadas e Danny D’Avalon faz parte do livro sobre Olga. Eu entrevistei Danny para a feitura da biografia e foi surreal conhecê-la pessoalmente. Claudio Nascimento também foi incrível. Nos encontramos ao fim da coletiva de imprensa no saguão do Hotel Fairmont, e mesmo em meio a toda correria que é ser organizador da Parada, Claudio foi super atencioso comigo, me ouviu, me disse coisas lindas e tiramos foto para mandar para Olga Dantelly” – informou Persí.

Dando continuidade a sua agenda, Antônio Júnior Persí fez parte de um dos trios da Parada, justamente o trio reservado para as Drag Queens. O escritor informou que foi muito tocante estar em um trio da Parada LGBTI+ de Copacabana, sobretudo sendo o trio das Drags. A biografia sobre Olga Dantelly, quando retrata a parte artística, não somente aborda a vida de Olga na cena drag do Rio de Janeiro, mas evidencia também muitas drags e locais importantes para essa expressão artística no Rio.

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“Lorna Washington, que infelizmente nos deixou no último mês, é representada no livro. Lorna é alguém importantíssima para a vida de Olga, sendo a “mãe” de drag de Olga, e também é lendária dentro do Rio de Janeiro. No trio das drags, que também era em homenagem a Lorna Washington, havia amigas de Lorna e de Olga, como a própria Danny D’Avalon, que me acolheu, abrindo as portas da coletiva de imprensa e do trio elétrico das drags. Foi incrível conhecer essas figuras e ouvir delas, olhando no olho, história da cena drag do Rio de Janeiro, que é tão importante para a biografia de Olga Dantelly e para a longevidade do movimento drag. Sobretudo estando ao lado de Raphael Miranda (foto acima), que me acompanhou em parte da minha agenda, pois Raphael é para mim o que Lorna é para Olga: uma referência mor sobre drag queen” – relatou o fidelense.

Ao fim da 28ª Parada Gay de Copacabana, nas primeiras horas da noite de domingo, Persí continuou a cumprir sua agenda, agora indo à boate Pink Flamingo, que fica ao lado do Copacabana Palace. Lá, o escritor foi recebido pelas Drag Queens Layla Ryker, Sasha Vegas (ao lado do autor na foto abaixo) e Mikaella Mendy. A boate Pink Flamingo recentemente abriu uma sede em Miami, sendo então uma casa noturna que fez o mesmo trajeto que Olga Dantelly, saindo do Rio de Janeiro e indo para Miami. Não por menos, Olga Dantelly fez parte dos trâmites da estreia da boate em Miami, o que estreitou ainda mais as relações entre Olga e a Pink Flamingo.

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“Eu fui abraçado pela Pink Flamingo. Cada um que conheci estava super interessado na minha história, em saber como a minha vida e a de Olga se entrelaçaram e em que altura o livro de Olga está. É disso que um artista gosta e é isso que um artista merece. Essa postura é coisa de gente que sabe lidar com artistas. A Pink Flamingo merece todo sucesso que tem, pois é um local de muita qualidade em todos os sentidos, desde as atrações, ao público, da qualidade do som à temperatura ambiente agradável, mas com afago caloroso da equipe” – explicou o escritor.

Ao fim de sua passagem pela Pink Flamingo, Antônio Júnior Persí finalizou sua agenda relativa à 28ª Parada LGBTI+ de Copacabana representando a Drag Queen de Miami Olga Dantelly. “Eu agradeço demais pela confiança de Olga Dantelly em mim para representa-la nesse evento tão importante para o Rio de Janeiro e para o Brasil, que é um país tão violento com os LGBTI+. Além de cumprir o meu trabalho, fazer parte de um evento como esse de forma tão imersiva é revolucionário para mim e para cada pessoa que meu trabalho atinge. Eu sou um homem gay do interior, e beber de uma fonte como essa na capital é combustível para que eu combata a discriminação em locais que não têm eventos como esse, como a nossa cidade. Olga Dantelly me deu uma missão que não acaba no Rio de Janeiro” – finalizou.

Para quem ainda não conhece a obra de Persí, há a oportunidade de adquirir um exemplar diretamente com o autor ou pelo site da editora Autografia (sendo a compra no site da editora sujeita a cobrança de frete). Clique AQUI ou AQUI (YouTube) para conferir a playlist e AQUI para acessar o Instagram do autor e AQUI o Facebook.

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