quinta-feira , 22 outubro 2020

Cruzes de sal grosso em encruzilhadas intrigam moradores em São Fidélis As cruzes apareceram em encruzilhadas no Centro, Vila dos Coroados e outros bairros, levando moradores a questionar sobre motivo e autoria

As cruzes apareceram em encruzilhadas no Centro, Vila dos Coroados e outros bairros, levando moradores a questionar sobre motivo e autoria

Fotos: Leitores

Um ‘mistério’ está chamando a atenção de moradores de diferentes bairros de São Fidélis, no Norte Fluminense. Nos últimos dias, cruzes de sal grosso têm aparecido em encruzilhadas no Centro, Vila dos Coroados, Chatuba e outros pontos, levando moradores a questionar sobre o motivo e autoria. Alguns presumem que a aparição das cruzes pode ter relação com alguma religião. Uma moradora chegou a relatar ter receio e que prefere não passar perto. As fotos foram enviadas por um leitor, que também questionou a origem das cruzes. Em algumas crenças o sal grosso está relacionado à purificação. Ao SF Notícias, o padre Gaspar Pelegrini, da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida e São Fidélis, falou sobre a simbologia da cruz na religião católica. Segundo ele, a mesma é símbolo de salvação. “A cruz, para nós, é sinal de salvação. É onde Jesus deu a vida por nós, a gente sempre abençoa com sinal da cruz. Então, se for a cruz sendo usada com intenção de fazer o mal, é um uso indevido, porque a cruz é sinal de salvação, de bênção, de graça” – disse. (continua após a publicidade)

Sobre as cruzes que surgiram na cidade ele afirma que não é preciso ter medo, já que “Deus não confirma nenhuma iniciativa que tente nos fazer mal”. “Não procurei saber de onde que vieram as cruzes, se é alguma iniciativa de alguma religião, mas não é preciso ter medo. A nossa fé nos ensina que Deus usa dos elementos criados para o nosso bem, porque tudo está a serviço do homem. A gente não precisa zombar, nem faltar o respeito com a fé dos outros, mas não precisa ter medo. Supondo que seja algo para o mal, essas coisas podem fazer mal na medida que sentimos medo, e deixamos que isso nos afete, afete nosso psicológico” – disse.

Mais do SFn