quinta-feira , 22 outubro 2020

Com alta nos preços de alimentos e da gasolina, inflação fica em 0,24% em agosto, aponta IBGE Resultado ficou abaixo do 0,36% de julho, mas é a maior taxa para um mês de agosto desde 2016, quando o IPCA foi de 0,44%, de acordo com o IBGE. Os alimentos tiveram alta de 1,15%, influenciados principalmente pela elevação nos preços do tomate, do leite longa vida, das frutas e das carnes. Destacam-se, ainda, as variações do óleo de soja e do arroz, que acumula alta de 19,25% no ano

Resultado ficou abaixo do 0,36% de julho, mas é a maior taxa para um mês de agosto desde 2016, quando o IPCA foi de 0,44%, de acordo com o IBGE. Os alimentos tiveram alta de 1,15%, influenciados principalmente pela elevação nos preços do tomate, do leite longa vida, das frutas e das carnes. Destacam-se, ainda, as variações do óleo de soja e do arroz, que acumula alta de 19,25% no ano

Fotos: Reprodução

Com a alta nos preços dos alimentos e da gasolina, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,24% em agosto, 0,12 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em julho (0,36%). Mas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse é o maior resultado para um mês de agosto desde 2016, quando o IPCA foi de 0,44%. No ano, o indicador acumula alta de 0,70% e, em 12 meses, de 2,44%, acima dos 2,31% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2019, a variação havia sido de 0,11%. Ainda segundo o IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta em agosto. A maior variação veio dos Transportes (0,82%), que apresentaram também o maior impacto positivo no índice do mês (0,16 p.p.). A segunda maior contribuição (0,15 p.p.) veio de Alimentação e bebidas, que registrou alta de 0,78%. (continua após a publicidade)

Segundo dados divulgados pelo IBGE, os Transportes (0,82%) tiveram alta pelo terceiro mês consecutivo, influenciados, mais uma vez, pelo comportamento dos preços da gasolina, que subiram 3,22% em agosto. O óleo diesel (2,49%) e o etanol (1,29%) também registraram variação positiva, enquanto o gás veicular recuou 0,79%. O grupo Alimentação e bebidas (0,78%) acelerou em relação a julho, quando ficou próximo da estabilidade (0,01%). Os alimentos tiveram alta de 1,15%, influenciados principalmente pela elevação nos preços do tomate (12,98%), do leite longa vida (4,84%), das frutas (3,37%) e das carnes (3,33%). Destacam-se, ainda, as variações do óleo de soja (9,48%) e do arroz (3,08%), que acumula alta de 19,25% no ano. Por outro lado, verificou-se recuo nos preços da cebola (-17,18%), do alho (-14,16%), da batata-inglesa (-12,40%) e do feijão-carioca (-5,85%). No grupo Habitação (0,36%), os maiores impactos em agosto vieram do aluguel residencial (0,32%) e da energia elétrica (0,27%), ambos com 0,01 p.p.

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