Natural de Trajano de Moraes, o cantor e compositor Arthur Riguette, de 28 anos, segue construindo sua trajetória na música com uma identidade cada vez mais definida. Após chamar atenção em 2021 com “Lua em Capricórnio” e aprofundar sua estética artística em 2023 com “Lobos”, Arthur vive agora uma nova fase criativa, marcada por amadurecimento e maior clareza sobre o universo que deseja apresentar ao público.
Segundo o cantor, os trabalhos anteriores foram fundamentais como processo de descoberta. “Com Lobos e Lua em Capricórnio eu ainda estava experimentando e descobrindo a minha musicalidade, sem saber exatamente pra onde isso ia me levar. O lugar de onde escrevo continua o mesmo – a região serrana do Rio, as montanhas, os dias frios, as florestas e as hortênsias azuis. O que mudou foi saber exatamente como eu gostaria de contar essa história e de onde eu iria começar.”, explica.
Os novos singles “Ainda Penso em Você” e “Tristes Olhos Azuis”, mergulham no universo do amor juvenil, das idealizações e das primeiras decepções. Misturando influências de Indie Pop, Pop Barroco e Trip Hop, Arthur constrói narrativas que refletem como a percepção do amor se transforma ao longo do tempo. “São músicas sobre esperança, encanto e também sobre a dor dos primeiros amores. Todo mundo já viveu isso ou ainda vai viver”, afirma.
Com arranjos que valorizam violinos, violoncelos, pianos e harpas, o cantor busca traduzir musicalmente a sensibilidade de uma juventude sonhadora e intensa. As canções fazem parte de um projeto maior: o álbum “Quando Hortênsias Azuis Sangram”. Para Arthur, as hortênsias representam um lugar nostálgico e melancólico, uma vida idealizada que ele imaginava quando mais novo. “Com o tempo, a realidade mostra que a vida não é como nos filmes da sessão da tarde. Toda experiência tem seus lados negativos, mas os positivos também são muito bons”, reflete.
Trabalhar de forma 100% independente segue sendo um desafio. O artista destaca que, apesar da liberdade criativa, as limitações financeiras e estruturais ainda impactam diretamente o ritmo dos lançamentos. “Por muito tempo achei que precisava entregar algo perfeito, mas percebi que se eu esperar a vida ficar perfeita, nunca vou lançar nada. A beleza da vida é justamente ela não ser perfeita”, diz.
Com o novo álbum, Arthur Riguette quer transportar o público para a adolescência, para aquele momento em que o olhar sobre o mundo começa a mudar. “É quando a gente ama pela primeira vez, se encanta, vê tudo de forma quase cinematográfica e descobre que, além do romance, a vida também tem drama, decepções e dores. Relembrar essa sensação é algo que vale muito a pena”, conclui. Acompanhe o cantor no Instagram: @arthurriguette



