Aperibé e São Fidélis vão receber 2 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica para reflorestamento

Doação será feita pela Cedae. Entre as espécies doadas estão cajá mirim, jatobá, jenipapo, sapoti, uvaia, araçá roxo, jabuticaba, pitanga, aldrago, araribá e ipê amarelo

Após concentrar todos os esforços nos serviços de limpeza e organização da cidade de Petrópolis, fortemente atingida pelo temporal no mês passado, as equipes do Replantando Vida vão retomar as doações de mudas florestais. Nesta semana, os municípios de Piraí, na Região Centro-Sul Fluminense; São Fidélis, no Norte; e Aperibé, no Noroeste do Estado, vão receber um total de sete mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Entretanto, equipes do Replantando Vida permanecem atuando diariamente na cidade de Petrópolis.

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Na terça-feira (15/03), três mil mudas serão destinadas a Piraí, onde produtores rurais farão o reflorestamento de áreas de preservação permanente. Já na quinta-feira (17/03), será a vez de as cidades de São Fidélis e Aperibé receberem duas mil mudas cada, também para ações locais de reflorestamento. As ações ocorrem em parceria com as Secretarias Municipais de Meio Ambiente e, entre as espécies doadas, estão cajá mirim, jatobá, jenipapo, sapoti, uvaia, araçá roxo, jabuticaba, pitanga, aldrago, araribá e ipê amarelo.

Somente neste ano, a Cedae – por meio do Programa Replantando Vida – já viabilizou a doação de mais de 60 mil mudas, contribuindo para a recuperação de uma área de aproximadamente 36 hectares de mata. Municípios e/ou instituições interessadas em estabelecer parcerias para atividades de reflorestamento podem entrar em contato com a Companhia pelo e-mail [email protected]com.br.

Sobre o Replantando Vida
Unindo preservação ambiental e ressocialização de apenados do sistema prisional estadual, o programa Replantando Vida mantém viveiros florestais na Estação de Tratamento de Águas (ETA) do Guandu, na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de São Gonçalo, na ETE Alegria, no Reservatório Victor Konder, na Caixa Velha da Tijuca, no Complexo do Alemão e na Colônia Penal Agrícola de Magé. As unidades têm capacidade de produzir 1,8 milhão de mudas por ano de 254 espécies nativas da Mata Atlântica, das quais 40 estão ameaçadas de extinção.

As espécies cultivadas nos viveiros da Companhia são usadas na recuperação de matas ciliares e na preservação da Mata Atlântica. Somente em 2021, mais de 120 mil mudas foram distribuídas a projetos de reflorestamento em 44 municípios do Estado do Rio de Janeiro. Ao longo de 20 anos, mais de 4 milhões de mudas foram produzidas.

Todos os viveiros contam com a mão de obra de apenados dos regimes semiaberto, aberto e em liberdade condicional, que integram o programa, fruto do contrato entre a Cedae e a Fundação Santa Cabrini. Além dos trabalhos ligados à área ambiental, os participantes desempenham diversas atividades na Cedae, como serviços gerais dos setores administrativos e operacionais; confecção de uniformes da companhia e máscaras de proteção contra a Covid-19; manutenção de áreas verdes e jardinagem; obras e reparos. Eles recebem remuneração pelo serviço prestado, auxílios transporte e alimentação, além do benefício de redução de um dia de pena a cada três trabalhados.

Desde a sua criação, mais de 4 mil pessoas já passaram pelo Replantando Vida, que é o maior empregador de mão de obra apenada do País. O programa, contrato da Cedae com a Fundação Santa Cabrini, recebeu o reconhecimento pelo ‘Selo Resgata’, concedido pelo Ministério da Justiça em três edições, e foi contemplado com três premiações da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, o prêmio Firjan Ambiental.

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