Amor ao próximo: morador de Aperibé pedala até Itaperuna para doar sangue; veja o vídeo

Juan pedalou até o Núcleo de Hemoterapia para doar voluntariamente, mas acabou encontrando a família de uma mulher, que precisava de cinco doadores, mas só havia conseguido quatro. Ele fez a doação e retornou para Aperibé pedalando
Fotos: Arquivo pessoal

Morador do bairro Ferreira da Luz, em Aperibé, no Noroeste Fluminense, Juan Lugão, de 40 anos, doa sangue desde 2016. Mas, nesta sexta-feira (26/03) o meio de locomoção para praticar esse ato de amor ao próximo foi diferente. Para chegar até o Núcleo de Hemoterapia do Hospital São José do Avaí, no Centro de Itaperuna, ele pedalou mais de 70 km entre as duas cidades. “Sou doador desde 2016 e sempre tive essa vontade de ir pedalando. Mas não é fácil. Tem os riscos, tem que estar bem psicologicamente e fisicamente, e assumir o risco de doar o sangue e sair pedalando” – contou ao SF Notícias. Ele saiu de Aperibé por volta das 5h30 com destino a Itaperuna. “Pedalei na média de 158 km, doei o sangue e voltei” – completou. Ele falou ainda sobre a queda de doadores que a unidade vem registrando. Frequentemente, o hospital usa as redes sociais para fazer um apelo por doações. “Tive o prazer de chegar lá e ter uma família que precisava de cinco doadores e só tinham arrumado quatro. Como eu estava indo doar voluntariamente, doei para a mãe deles” – relatou.

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No trajeto, Juan teve alguns imprevistos, mas que no final valeram a pena. “Pneu furou na volta. Troquei a câmara, tinha levado uma só, furou de novo. Tive que empurrar um pedaço até Monte Alegre pra consertar. Por isso ainda demorei um pouco mais” – disse. Ele conta ainda como foi a recepção na unidade. “Foi meio engraçado, porque peguei minha bicicleta e fui entrando no hemocentro, não podia deixar ela na rua. Eles me olharam meio assustados. Falei, vou deixar meu veículo aqui, falei brincando, porque se me roubarem ele não tenho como voltar. Ele falou ‘você tá vindo de onde’, falei de Aperibé. Eles meio que não acreditaram, mas depois começaram a brincar. Fiz o procedimento, não quiseram deixar eu voltar, disseram que era perigoso” – lembra. Juan destacou que pretende repetir o feito, daqui a dois meses, quando poderá doar novamente.

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