Uma mulher foi brutalmente espancada pelo ex-companheiro em Cordeiro. As agressões aconteceram na noite da última sexta-feira (20) na casa do acusado, quando a vítima foi buscar a filha do casal, de apenas 8 anos. Ela presenciou toda a agressão.
Segundo registro de ocorrência, a vítima, que é uma advogada, relata que foi até o apartamento do acusado acompanhada, mas ele disse para a acompanhante ir embora. A partir daí, começaram as agressões. Ela foi agredida com socos, chutes e enforcada, e em determinado momento, perdeu a consciência. O acusado também é advogado.
Ao acordar, a vítima percebeu que estava com o rosto coberto de sangue. As agressões continuaram durante mais de 30 minutos, iniciando-se na sala e se estendendo por outros cômodos do apartamento. O registro de ocorrência relata ainda que o acusado batia com a cabeça da vítima no chão quando ela caía.
A vítima relatou ainda que tinha certeza de que iria morrer, mas que o acusado só parava de lhe sufocar quando ela dizia “Não me mata, por favor”. O registro de ocorrência diz ainda que a vítima chegou a falar para a filha pedir socorro e chamar a polícia, mas que ela dizia que não podia. Segundo informações, a menina teria sido coagida o tempo inteiro pelo acusado.
Em outro momento, o acusado tirou a roupa da vítima e a colocou no chuveiro, e começou a limpar o sangue pelo imóvel. A criança teria sido obrigada a ajudar na limpeza. Após sair do banho, a vítima disse ao acusado que queria ir para sua casa. Quando eles chegaram à casa da vítima, uma viatura da Polícia Militar estava no local. Os PMs perceberam as lesões no rosto dela e levaram a vítima ao hospital. Já o acusado foi levado para a delegacia e autuado em flagrante. Ele já foi transferido para uma unidade prisional em Benfica, no Rio.
A 45ª Subseção da OAB de Cordeiro publicou uma nota de repúdio.
“A 45ª Subseção da OAB/RJ vem a público manifestar seu mais veemente repúdio às graves agressões sofridas pela advogada vítima de violência doméstica praticada por seu ex-companheiro Os fatos narrados revelam uma situação extrema de violência física, psicológica e moral, absolutamente incompatível com os valores que norteiam a advocacia, profissão que tem como pilares a defesa da justiça, da dignidade da pessoa humana e do Estado Democrático de Direito.
A OAB não se omite diante de condutas dessa natureza. Ao contrário, reafirma seu compromisso intransigente no combate a toda e qualquer forma de violência contra a mulher, especialmente quando perpetrada em ambiente doméstico e por alguém que, em razão de sua formação jurídica, deveria zelar pelo cumprimento da lei.
Reiteramos que a violência contra a mulher não pode ser tolerada em nenhuma hipótese. É dever de toda a sociedade, e em especial da advocacia, agir com firmeza diante de tais práticas, promovendo a justiça e a proteção das vítimas. Seguiremos vigilantes e atuantes para que casos como este não se repitam, e para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados na forma da lei”, diz a nota.



