quinta-feira , 22 outubro 2020

3 razões para a subida do valor do Bitcoin em 2020 Neste artigo são explicados os três principais motivos para a subida do preço do Bitcoin, entre eles o efeito do novo coronavírus

Neste artigo são explicados os três principais motivos para a subida do preço do Bitcoin, entre eles o efeito do novo coronavírus

Fotos: Reprodução

Há um ano o Bitcoin valia pouco mais de $3,500 (USD). Este ano já chegou a valer mais de $10,000 (USD) em fevereiro, embora recuado devido ao impacto do novo Coronavírus em todos os mercados financeiros. Muitos investidores acreditam, no entanto, que o Bitcoin ainda tem potencial para voltar a atingir os valores do início de 2018, quando se aproximou dos $20,000 (USD). O mesmo pode acontecer também com outras criptomoedas, mas, no caso do Bitcoin, há mais motivos que podem ajudar a acontecer esse aumento de preço. Neste artigo explicamos quais os 3 principais motivos para a subida do preço do Bitcoin em 2020.
1. Efeito do novo coronavírus: O ano 2020 tem sido marcado pelo aparecimento do novo Coronavírus (Covid-19), que já provocou milhares de mortes em todo o mundo, afetando gravemente países como Itália e Espanha, depois do enorme impacto que causou na China. A OCDE já cortou para praticamente metade a sua previsão de crescimento global para este ano. De um aumento de 2,9% previsto antes do surto, a organização espera agora um avanço de apenas 1,5% na Economia global, devido ao impacto do Coronavírus. E pode não ficar por aí. (continua após a publicidade)

Os mercados financeiros de todo o mundo perderam bilhões de Reais, sendo que as companhias ligadas ao Turismo foram algumas das que mais perderam. Com isso o Bitcoin acabou por cair também quase 40%. O fato é que a criptomoeda está agora desvalorizada e, para quem quer fazer investimento em Bitcoin, essa pode ser uma boa oportunidade para entrar no mercado a um preço mais baixo. Até mesmo Edward Snowden, antigo administrador de sistemas da CIA, disse no Twitter que acredita que a queda do Bitcoin foi motivada apenas por pânico, não havendo um motivo estrutural para justificar o novo preço.

2. O halving do Bitcoin
Neste ano acontece o 3º halving do Bitcoin. Trata-se de um fenômeno da arquitetura dessa criptomoeda, que acontece apenas de 4 em 4 anos. O halving é o momento a partir do qual a recompensa pela mineração de criptomoedas passa para a metade. Ou seja, os mineiros (pessoas que contribuem para o processamento da rede Bitcoin) passam a receber menos pela mineração da criptomoeda, o que significa que são distribuídos menos Bitcoins, fazendo com que se torne progressivamente mais difícil de se obter a moeda por esse meio. Isso significa também que se torna um bem mais escasso e, logo, mais valioso. Muitos investidores acreditam que o halving tem influência no preço das criptomoedas, quer seja antes ou depois do momento em que acontece. Nos primeiros dois halvings da criptomoeda existiram movimentos de subida de preço nas alturas que antecederam e que sucederam o fenômeno. Muitos acreditam que é precisamente o que vai voltar a acontecer em 2020, sendo que é com base no halving que Antoni Trenchev, co-fundador da Nexo, acredita que o valor da criptomoeda pode chegar mesmo aos $50,000 (USD). O halving do Bitcoin está previsto para maio. (continua após a publicidade)

3. Indicadores e momentum favoráveis
Com mais de 11 anos de existência, o Bitcoin parece estar em uma fase mais madura do seu ciclo de vida. Depois da grande correção de 2018, o Bitcoin construiu em 2019 um trajeto de crescimento mais sustentado, que continua em 2020. Prova disso é que o Bitcoin tem mantido níveis baixos e constantes de volatilidade, o que a tornam uma reserva de valor mais sólida. (continua após o gráfico)

Muitos apontam a volatilidade como uma das grandes barreiras à adoção do Bitcoin. A verdade é que a adoção tem crescido. Vejamos o caso da Microsoft que já aceita pagamentos em Bitcoin no seu website. Ou de superfícies comerciais como o Burger King, o KFC ou o Starbucks, que dão passos em direção à aceitação de criptomoedas. O Bitcoin está ganhando crédito entre as próprias instituições tradicionais, já que vários Bancos Centrais de todo o mundo admitiram já ter planos para criar as suas próprias criptomoedas. Ao mesmo tempo surgem também outras soluções, como a recém-lançada Bakkt, da Intercontinental Exchange, para que investidores institucionais possam investir em Bitcoin de forma regulamentada, fazendo com que entre muito mais dinheiro nesse mercado. Tudo isso ajuda a criar um clima de confiança em torno do Bitcoin que também contribui para o avanço do seu preço.

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